sexta-feira, 19 de agosto de 2011
LOBO VESTIDO DE OVELHA
Por Vagner Santos
Usamos este titulo para alertar as pessoas que vem pagando por cadastro de Currículo em diversas agencias de emprego.
O negocio e bom e movimenta milhares de reais em nosso País.
Só que na maioria das vezes é bom para as empresas que cobram valores absurdos por este serviço que na maioria das vezes não trazem resultados positivos para quem os contratam.
Não é uma afirmação generalizada, algumas empresas prestadores desses serviços tem uma fidelidade com seus clientes, mas nessa onda de negócios vem sempre um LOBO VESTIDO DE OVELHA para enganar, iludir e roubar seu dinheiro.
Em nossa empresa na UNION HOLDINGS recebemos em media de 100 pessoas por dia entregando Currículo em busca de uma oportunidade de emprego.
Em Feira de Santana a única empresa que não cobra o cadastro de CV é a UNION as demais todas cobram. A media de cobrança de R$ 5,00 por cadastro por um período de 3 meses, isso mesmo você paga R$ 5,00 para ter seu cadastro ativo por 3 meses. Se em 3 meses você não for selecionado para um processo você retorna na agencia e paga outros R$ 5,00 para renovação de cadastro.
Imaginem que absurdo...
R$ 5,00 x 100 pessoas = R$ 500,00 p/dia
Por semana ficara quanto mesmo????
R$ 2.500,00 livre de imposto 100% no bolso do dono da agencia....
Pessoal, abram os olhos não podemos admitir isso pois essas pessoas estão iludindo vocês como falsas vagas de emprego, usando nome de grandes empresas, empresas idôneas, multinacionais que tem no seu nome limpo no mercado e o pior é as pessoas fazem estas cobranças e as pessoas ainda estão pagando.
Parem com isso...
Denunciem esta pratica ilegal.
Entrem no site dessas grandes empresas e denunciem essa cobrança.
Não precisa se humilhar para conseguir um emprego, seja um profissional que valorize seu talento.
Claro que se você quiser contratar um serviço de um profissional ético e licito, porem antes você deve pesquisar esta empresa ou este prestador de serviço. Veja se ele mesmo presta serviço legal se está habilitado para vender estes serviços.
Por menor que seja o valor da cobrança valorize seu dinheiro, afinal dinheiro não e fácil de ganhar temos que trabalhar muito.
Não se iluda como falsas promessas de emprego. Tomem Cuidado.
Na verdade com esta pratica quem sai ganhando é a agencia que cobra de vocês. Pois eu tenho em meu banco de dados centenas de pessoas ou milhares que já foram iludidas com tal cobrança. Vendo a aflição dessas pessoas foi que me motivou a escrever este texto, pois foi a única forma e maneira de poder ajudar a essas pessoas.
Invistam em sua carreira, as empresas querem pessoas talentosas, pessoas inteligentes, pessoas capazes de solucionar problemas, que saibam trabalhar em equipe, que tenha humildade, e caráter.
Essas são apenas alguns pré-requisito para que você possas dar o primeiro passo para uma oportunidade de um emprego.
Quero dizer a todos que a UNION HOLDINGS veio para ser a diferença.
Acesso nosso site e faça o cadastro gratuito de seu CV, porem devo dizer que o seu sucesso para lograr um emprego só depende de você.
Obrigado.
Vagner Santos – Diretor da UNION HOLDINGS.
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
3º Edição do Curso de Operador de Processos e Produção Industrial - OPPI
O curso de Operador de Processos e Produção Industrial (OPPI) entrou na sua terceira edição no dia 08/08/2011.
Com apresentação feita pelo coordenador do curso, o Adm. Paulo Vinícius, ele explanou sobre a arquitetura do programa, falando sobre cada módulo, e suas abordagens incluiram: (Administração da Produção, Comportamento Organizacional, Segurança do Trabalho, Ética e Desenvolvimento Sustentável, Qualidade e Produtividade, Relacionamento Interpessoal, Segurança Alimentar, Mecânica Básica, Planejamento e Gestão de Carreiras e Relações Industriais) bem como sobre os objetivos a serem alcançados e a visão do programa e teve como finalização a participação da Docente Jamile Dias desatando as amarras do “Eu Profissional” focando na disciplina Relacionamento Interpessoal.
Falando um Pouco da Union Talent
Para a Union Talent, educação de qualidade se constrói com práticas pedagógicas inovadoras, docentes qualificados e conhecedores do mercado, contemporaneidade, metodologias que uni teoria e prática, baseado em estudos de casos, pesquisas, abordagens para solução de problemas e projetos, bem como outras estratégias.
Nossa prática envolve e estimula a criação de soluções inovadoras desenvolvendo competências necessárias por meio de metodologias avançadas e participativas, estruturado por meio de um processo lúdico que busca na prática, em situações reais e vivenciais do mercado, estudo de caso, pesquisas e soluções de problemas. O profissional aprende com autonomia, uma habilidade fundamental dentro do eixo das competências em uma época de grandes transformações sociais e culturais e tecnológicas.
Equipes Especializadas
Na visão do analista de T&D da UNION HOLDINGS Paulo Vinícius, "dentro das core competence da Union Talent, trabalhar a excelência de seus programas é uma das nossas diretrizes estratégica e para alcançar excelentes resultados em nossos projetos educacionais, temos em nosso pilar excelentes profissionais multidisciplinares que dão sustentação aos nossos resultados. A Union Talent conta com profissionais qualificados que possuem expertises na sua área de conhecimento, seja proveniente da indústria, academia, gestão, saúde e segurança, sempre com estreita conexão com o mercado, gerando assim, atendimento ágio na criação de soluções customizadas para empresas".
Desejamos a todos os Estudantes do OPPI 3 um excelente e proveitoso Curso.
terça-feira, 9 de agosto de 2011
PepsiCo investe R$ 24 milhões no Brasil com foco no Nordeste
A PepsiCo, multinacional de bebidas e alimentos, anunciou nesta terça-feira que irá investir no Brasil mais de R$ 24 milhões em distribuição e logística. O foco da ação será a região Nordeste. Além do refrigerante Pepsi, a empresa fabrica produtos das marcas Quaker, Coqueiro e Elma Chips.
Segundo a companhia, o montante será destinado à compra de veículos e capacitação dos 425 novos vendedores, um aumento de 27% no número de rotas de vendas no país. Desse total, 174 serão destinados ao Nordeste, sendo 102 em Salvador, 23 em Fortaleza, 46 em Recife.
"A distribuição é um ponto crucial, especialmente, no mercado nordestino, já que a maior parte dos consumidores desta região, cerca de 60%, faz compras no pequeno varejo, em estabelecimentos próximos de suas casas. Nossa meta é dobrar a distribuição na região até 2012", diz Alexandre Wolff, diretor da Unidade de Negócios Norte e Nordeste da PepsiCo.
A companhia planeja ainda inaugurar sua terceira planta no Nordeste no próximo semestre. A nova fábrica terá sede em Feira de Santana/BA, para a produção de achocolatados, com investimentos de aproximadamente US$ 20 milhões e previsão da criação de aproximadamente 400 empregos entre diretos e indiretos.
INVESTIDORES TÊM INTERESSES EM VÁRIAS ÁREAS NA BAHIA
A demonstração de interesse do capital chinês pela Bahia não fica só no setor automotivo. Desde o final de semana, uma comitiva da Aviation Industry Corporation of China (AVIC XAC-IEC) faz contatos visando trazer empreendimentos à Bahia. No último domingo, o grupo se reuniu com o milionário minerador João Carlos Cavalcanti, da WMRSA, no Hotel Deville. Os chineses querem investir na exploração e beneficiamento de ferro, alumínio, níquel, cobre, terras raras e agrominerais (potássio, enxofre e fósfato).
Ontem, a missão chinesa teve outro encontro, desta vez na Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração, que contou com a presença do ex-secretário do Planejamento e atual senador, Walter Pinheiro. Segundo Pinheiro, a Indústria de Aviação Chinesa (na tradução do nome do inglês para o português) mira ainda as áreas de portos, energia, ferrovias e telecomunicações.
Atua ainda na produção de energia eólica e de energia fotovoltaica, aviões, trens, caminhões, ônibus e também atua no setor de telecomunicações. O grupo chinês está presente setores que vão da fabricação de aviões à construção civil. A comitiva chinesa também esteve reunida ontem com representantes da Secretaria do Planejamento (Seplan), onde conheceu projetos que estão sendo desenvolvidos pelo Governo da Bahia.
Entre os seus principais empreendimentos está a ponte de 36 quilômetros na baía de Hangzhou, em Xangai, considerada a maior do mundo sobre o mar. Nem o parlamentar nem o empresário informou nada sobre uma possível participação da Avic no projeto da ligação Salvador-Itaparica, em gestação na Seplan. “Eles falaram comigo apenas sobre minha área, que é Mineração”, frisou Cavalcanti.
Os chineses da Avic embarcam hoje para São Paulo. No próximo domingo e na segunda-feira eles têm novo encontro com João Carlos Cavalcanti, quando devem acertar os detalhes sobre os investimentos na Bahia. “Eles demonstraram interesse”, afirmou o sócio da WMRSA. As conversas giram em torno de 28 propostas, com duração de até 10 anos.
Executivos chineses representando a Ferrous Brazil Resources e a Prosperty International manifestaram interesse em movimentar cargas no equipamento. A Ferrous está presente no município de Coração de Maria, com projeção de produção de 15 milhões de toneladas de minério de ferro na mina de Jacuípe. A operação deve começar em 2014. Em estudo ainda a construção de um mineroduto e um terminal portuário.
Este ano, um grupo chinês assinou protocolo de intenções com o governo baiano visando o processamento de soja em Barreiras, na região oeste. Irá produzir 1,5 milhão de toneladas/ano e gerar 300 empregos diretos, com investimento de R$ 330 milhões.
Ontem, a missão chinesa teve outro encontro, desta vez na Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração, que contou com a presença do ex-secretário do Planejamento e atual senador, Walter Pinheiro. Segundo Pinheiro, a Indústria de Aviação Chinesa (na tradução do nome do inglês para o português) mira ainda as áreas de portos, energia, ferrovias e telecomunicações.
Atua ainda na produção de energia eólica e de energia fotovoltaica, aviões, trens, caminhões, ônibus e também atua no setor de telecomunicações. O grupo chinês está presente setores que vão da fabricação de aviões à construção civil. A comitiva chinesa também esteve reunida ontem com representantes da Secretaria do Planejamento (Seplan), onde conheceu projetos que estão sendo desenvolvidos pelo Governo da Bahia.
Entre os seus principais empreendimentos está a ponte de 36 quilômetros na baía de Hangzhou, em Xangai, considerada a maior do mundo sobre o mar. Nem o parlamentar nem o empresário informou nada sobre uma possível participação da Avic no projeto da ligação Salvador-Itaparica, em gestação na Seplan. “Eles falaram comigo apenas sobre minha área, que é Mineração”, frisou Cavalcanti.
Os chineses da Avic embarcam hoje para São Paulo. No próximo domingo e na segunda-feira eles têm novo encontro com João Carlos Cavalcanti, quando devem acertar os detalhes sobre os investimentos na Bahia. “Eles demonstraram interesse”, afirmou o sócio da WMRSA. As conversas giram em torno de 28 propostas, com duração de até 10 anos.
Executivos chineses representando a Ferrous Brazil Resources e a Prosperty International manifestaram interesse em movimentar cargas no equipamento. A Ferrous está presente no município de Coração de Maria, com projeção de produção de 15 milhões de toneladas de minério de ferro na mina de Jacuípe. A operação deve começar em 2014. Em estudo ainda a construção de um mineroduto e um terminal portuário.
Este ano, um grupo chinês assinou protocolo de intenções com o governo baiano visando o processamento de soja em Barreiras, na região oeste. Irá produzir 1,5 milhão de toneladas/ano e gerar 300 empregos diretos, com investimento de R$ 330 milhões.
A JAC está presente no mercado nacional desde março deste ano, quando inaugurou 38 revendas simultaneamente, incluindo uma na capital. Hoje vai lançar o terceiro modelo a venda em território nacional, o J6, uma van tipo família, destinada às classes A e B, com preço em torno de R$ 59 mil.
Cada uma das 50 concessionárias custaram em média R$ 2 milhões. Em publicidade, o grupo chinês desembolsou US$ 140 milhões. Dois fatores fortaleceram a decisão de construir um fábrica – o receio da dependência do câmbio na importação dos veículos importados e a elevação nas vendas, uma vez que o pedido demora seis meses para chegar.
Cada uma das 50 concessionárias custaram em média R$ 2 milhões. Em publicidade, o grupo chinês desembolsou US$ 140 milhões. Dois fatores fortaleceram a decisão de construir um fábrica – o receio da dependência do câmbio na importação dos veículos importados e a elevação nas vendas, uma vez que o pedido demora seis meses para chegar.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
FALANDO DE RH_JULHO DE 2011
Hoje é um dia muito especial para nós da UNION, recebemos esta matéria em nossa caixa de email que mostra a realidade de quem busca o que quer. Este exemplo de vida que tenho o maior orgulho de postar em nosso site é para mostrar a diversas pessoas que buscam uma desculpa na sua situação.
Um dia eu ouvi alguém dizer que “CONTRA FATOS NÃO EXISTEM ARGUMENTOS”. Que o exemplo desta vitoriosa sirva de recado direto a aqueles que só se lamentam pelos corredores das agências de emprego e só esperam por alguém fazer algo por elas.
Vendedora de sorvetes e ex-moradora de rua passa na Ufba
Antes, Mona morou na rua e foi ajudante de cozinha
Alexandre Lyrio | Redação CORREIO
alexandre.lyrio@redebahia.com.br
Na prova da vida, Mona Lisa Nunes de Souza, 23, marcou a alternativa correta. Restava o vestibular e, também nesse caso, acertou em cheio. Aprovada na Universidade Federal da Bahia (Ufba), seu nome consta entre os 45 selecionados para cursar história. Seria apenas mais uma estudante de ensino superior se na sua linha do tempo tudo não tivesse conspirado para que sequer completasse o primeiro grau.
alexandre.lyrio@redebahia.com.br
Na prova da vida, Mona Lisa Nunes de Souza, 23, marcou a alternativa correta. Restava o vestibular e, também nesse caso, acertou em cheio. Aprovada na Universidade Federal da Bahia (Ufba), seu nome consta entre os 45 selecionados para cursar história. Seria apenas mais uma estudante de ensino superior se na sua linha do tempo tudo não tivesse conspirado para que sequer completasse o primeiro grau.
A fábrica de sorvetes no quarto do barraco e saindo para estudar História
“Sentem-se aí”, convidou, ao receber o CORREIO na Igreja Batista Sinai, no Barbalho, onde fez um cursinho para alunos de baixa renda. Após puxar a cadeira e sentar-se, a mais nova estudante de História da Ufba começou contando a sua própria. Uma trajetória de tragédia e superação.
Atual vendedora de sorvetes no bairro do Santo Antônio, Mona conta que foi abandonada pela mãe quando criança. Entregue à avó numa cidade do interior, apanhava e era tratada como empregada doméstica. “Passava o dia lavando roupa e arrumando a casa. Me alimentava com restos de comida dela”.
Sempre teve o sonho de reencontrar a mãe. Mas, quando ela reapareceu de repente, descobriu que na verdade o pesadelo começaria ali. Aos 9 anos, foi trazida para a capital sem ter onde morar. Passou seis anos nas ruas. A essa altura, a mãe e as duas irmãs estavam viciadas em crack. “Nunca nem toquei nessas”.
Sobrevivia pedindo esmolas, fazia malocas de papelão para dormir e esperava o “carro da sopa” passar à noite. Pela manhã, tomava café na Ladeira de Santana, onde até hoje existe uma instituição de caridade que assiste moradores de rua. Quando tinha comida para cozinhar, usava fogareiros de álcool. Numa dessas, aos 14 anos, foi vítima de uma explosão.
Alma queimada
“Sentem-se aí”, convidou, ao receber o CORREIO na Igreja Batista Sinai, no Barbalho, onde fez um cursinho para alunos de baixa renda. Após puxar a cadeira e sentar-se, a mais nova estudante de História da Ufba começou contando a sua própria. Uma trajetória de tragédia e superação.
Atual vendedora de sorvetes no bairro do Santo Antônio, Mona conta que foi abandonada pela mãe quando criança. Entregue à avó numa cidade do interior, apanhava e era tratada como empregada doméstica. “Passava o dia lavando roupa e arrumando a casa. Me alimentava com restos de comida dela”.
Sempre teve o sonho de reencontrar a mãe. Mas, quando ela reapareceu de repente, descobriu que na verdade o pesadelo começaria ali. Aos 9 anos, foi trazida para a capital sem ter onde morar. Passou seis anos nas ruas. A essa altura, a mãe e as duas irmãs estavam viciadas em crack. “Nunca nem toquei nessas”.
Sobrevivia pedindo esmolas, fazia malocas de papelão para dormir e esperava o “carro da sopa” passar à noite. Pela manhã, tomava café na Ladeira de Santana, onde até hoje existe uma instituição de caridade que assiste moradores de rua. Quando tinha comida para cozinhar, usava fogareiros de álcool. Numa dessas, aos 14 anos, foi vítima de uma explosão.
Alma queimada
“Coloquei álcool e não vi que ainda tinha fogo aceso no fogareiro”. Mona ficou 30 dias internada no setor de queimados do Hospital Geral do Estado com 40% do corpo atingido com queimaduras de primeiro, segundo e terceiro graus. “Fiquei desfigurada. Minha mãe só foi me visitar uma vez”. Isso lhe queimou a alma.
Órgãos públicos até ajudaram a família, que em alguns anos foi agraciada com duas casas do governo. “Mas minha mãe vendia as casas e voltava para a rua”. Mona era a única a não se conformar. Por iniciativa própria, longe dos olhares da mãe, matriculava-se em escolas públicas.
“Minha mãe era analfabeta e não queria que eu estudasse. Sempre dizia: ‘Pra que estudo? Com a vida que você tem, você não precisa’. Mas eu me matriculava escondido”.
Perdeu alguns anos letivos por ausência. “Eu tinha que fazer serviços domésticos o dia inteiro. Senão apanhava. Apanhava muito”. Através de uma instituição pública, conseguiu emprego como ajudante de cozinha de um restaurante que só abria aos sábados e domingos. Ganhava R$ 15 por dia. Foi quando fugiu de casa para morar no emprego. Teve que largar a família para não abandonar os livros.
Teve outros dois empregos. Trabalhava das 6h às 19h e corria para escola. No Colégio Estadual Marques de Abrantes, no Santo Antônio, conheceu o esposo, Welson Pereira, 27, com quem se casou há quatro anos. Logo ele, que largou os estudos para ser sorveteiro. “Ele é meio preguiçoso para os estudos. Fica dando desculpa pra não voltar a estudar”.
Sustento
Juntaram um dinheirinho, compraram freezer e máquina de fazer sorvete. Até outro dia, Mona passava a manhã e as tardes misturando ingredientes e essências para produzir o seu sustento. À noite, tentava garantir o seu futuro na sala de aula. “Às vezes fazia tudo ao mesmo tempo. Enquanto fazia o sorvete dava uma olhadinha nos livros”. Atravessou o segundo grau nos colégios Central e Icéia. Depois, entrou para o cursinho.
“Só chegava aqui esbaforida, essa menina”, lembra Riva Araujo, coordenadora do cursinho. O professor de História Marcelo Mascarenhas, o maior incentivador, diz que a realidade vivida pela aluna faz com que ela entre na universidade com uma maior capacidade crítica.
“É incrível. Para Mona, história é algo vivo. Através da disciplina, ela parece entender melhor as engrenagens sociais que a levaram a condição de pobreza e exclusão”, acredita o professor. Na nova fase, Mona tentou incluir as irmãs e a mãe. Mas descobriu que, ao colocá-las dentro da sua própria casa, estava sendo roubada. “Levavam minhas coisas para sustentar o vício”.
Como não deu certo. Prefere nem ter notícias, mas elas chegam. “A última vez que soube das minhas irmãs, uma estava namorando um traficante. A outra continua se prostituindo”. A mãe, a maior mágoa, é a única a fazê-la chorar. “O mais duro é saber que ela não gostava de mim”.
A aprovação na Ufba ajuda a abrandar o passado triste. Estava entre os 191 inscritos no vestibular para História. Enfrentou cinco candidatos para cada vaga. Agora só espera o dia da matrícula e o início das aulas, marcado para o final de fevereiro.
A paixão pela disciplina que dá nome ao curso começou de repente. “Fico imaginando como aconteciam as coisas do passado. Me imagino na cena. Me revolto com as injustiças daquele tempo”, diz Mona. Curioso. Uma pessoa tão interessada no passado jamais abriu mão do futuro.
Barraco abriga fábrica de sonhos
Tem de coco, creme com passas, abacaxi, umbu e muito mais. Mona Lisa e o marido Welson fabricam seus sonhos numa casa onde não chega carro, um barraco construído bem na encosta que divide o bairro do Santo Antônio e a Cidade Baixa. A residência, ainda de reboco, tinha dois quartos, mas um deles foi transformado em sorveteria.
O CORREIO foi recebido com sorvete de umbu para aliviar o calor escaldante. Por enquanto, o casal abastece quatro sorveteiros, além do próprio Welson, que também circula com o carrinho pelas ruas. Por dia, fabricam em média dez litros de sorvete.
“Dá pra manter nossa casa. Principalmente nessa época do Verão”. Os sorvetes são da fruta. “Mas alguns têm que colocar essência”, ensina. Agora, Mona vai ter que se desdobrar entre os afazeres de sorveteira e estudante de História. Só não dá pra misturar sorvete de coco, chocolate ou umbu com história do Brasil, geral ou contemporânea.
Cursinho tem professores voluntários
O cursinho em que Mona estudou pertence à Associação Sinai para Desenvolvimento do Cidadão (ASDC), da Igreja Batista Sinai. Destinado para alunos de baixa renda, todos os 11 professores são voluntários. “E extremamente dedicados”, diz a coordenadora Riva Araújo.
Mona não foi a única dos 120 alunos do curso a ser aprovada numa instituição de ensino federal. Mais 18 passaram no vestibular da Ufba e outros 15 conseguiram vagas no não menos concorrido Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (Ifba).
Parte dos alunos paga uma taxa simbólica entre R$ 40 e R$ 60. “Alguns não pagam nada. Os mais pobres a gente tem que dar o dinheiro do transporte”, diz Riva.
Outros cursos comunitários em Salvador
Em Salvador, há outros cursos para estudantes de baixa renda. Somente dois deles estão oferecendo 680 vagas, com mensalidades que variam de R$ 50 a R$ 90. São eles a Associação dos Ex-Alunos da Uneb (Unex) e a ONG Pierre Bordieu, ambas com inscrições abertas. A primeira tem matrícula até o dia 10 de fevereiro e início das aulas programado para 4 de abril. A segunda inscreve até o dia 11 desse mês e começa em 21 de março.
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Fofoca corporativa
"Cuidado quando for falar de alguem, e não desonre o nome dela”.
Atire a primeira pedra aquele que nunca teceu um comentário ácido sobre alguma pessoa no trabalho.
Como somos convivas obrigatórios, nem sempre você e aquele seu coleguinha de sala tornam-se melhores amigos. Passamos o dia esbarrando nossas auras com as de pessoas que certamente não escolheríamos para uma amizade e essa coexistência compulsória, eventualmente, nos incomoda a ponto de falarmos de alguém pelas costas, como numa espécie de desabafo, de busca de respostas, de oportunidade de justificativas. Nossos encontros no ambiente corporativo somam bons colegas, conhecidos de "bom dia e boa tarde", rivais e até alguns amigos.
Os amigos são aqueles que nos dão conforto emocional e a segurança de podermos contar com alguém nessa seara hostil, já os adversários, os vislumbrar ao longe basta para nos causar náuseas e arrepios.
O que seria nesse contexto a fofoca corporativa? Talvez seja aquela exata hora em que você não agüenta mais aquela mala que te enche o dia inteiro e manda ver nos podres dessa pessoa, ou então aquele "babado" que ocorreu no dia da reunião, ou o que todos comentam: os casinhos, as rixas, as falhas do outro.
A fofoca corporativa é inevitável e quem quiser fugir dela, pode desistir, porque a fofoca corporativa tem delivery, sempre vem alguém na sua sala te contar alguma coisa, que você não perguntou e que talvez nem queira saber, também todos, um dia, tiveram ou terão o seu nome sibilando por entre as presas e o veneno das serpentes da fofoca corporativa, não tem jeito.
A intriga corporativa não é muito prejudicial a quem somente ouve, quem vive de leva e trás é quem está perdendo o seu precioso tempo produtivo ocupando-se da vida do outro.
A vítima da fofoca corporativa não deve tampouco preocupar-se excessivamente, a não ser que uma calúnia esteja sendo plantada com o objetivo de prejudicar essa pessoa e até sua vida particular, nesses casos, existe o Código Civil, para enquadrar e punir o fofoqueiro criminoso.
A fofoca corporativa pode até ser divertida, mas lembre-se de puxar a descarga quando o "leva-e-trás" virar as costas, porque reproduzir a fofoca pode ser perigoso e destrutivo, nunca acrescente dados à fofoca corporativa, se não agüentar, pese bem suas palavras sabendo que logo vão estar na "rádio peão" com pelo menos duas vezes mais purpurina.
A fofoca corporativa pode até ser divertida, mas lembre-se de puxar a descarga quando o "leva-e-trás" virar as costas, porque reproduzir a fofoca pode ser perigoso e destrutivo, nunca acrescente dados à fofoca corporativa, se não agüentar, pese bem suas palavras sabendo que logo vão estar na "rádio peão" com pelo menos duas vezes mais purpurina.
Se tiver algo muito sério contra alguém, fale com a própria pessoa, com o seu chefe ou pague um terapeuta.
Uma curiosidade, como se sabe, é que, quanto mais baixo (nos dois sentidos) for o nível hierárquico ocupado pelo grupo fofoqueiro, maior a intensidade da fofoca corporativa, então se você é um fofoqueiro corporativo de plantão, pense mais em sua carreira e menos na vida dos outros, que talvez consiga escalar mais rápido a pirâmide do sucesso e se você, que já está avançado em sua escalada, vir-se sendo uma vítima da fofoca em seu trabalho, dê um muxoxo, concentre-se e continue subindo.
No mais, bom trabalho, boa carreira e não gaste jamais sua preciosa energia nem atire fora sua paz por causa das fofoquinhas das pessoinhas da sua empresa, enquanto você cresce, o maledicente vai estar sempre por lá ainda fofocando, e sempre que puder, fique fora do jogo corporativo da fofoca, pois seu imã diabólico é muito poderoso e uma vez dentro dele, você terá muito trabalho para sair. E se é pra ter trabalho, melhor ganhar dinheiro.
Sucesso e boa leitura.
Sou um fora-da-lei
Fonte:Exame
Acabo de descobrir mais um desses absurdos que só servem para atrasar a vida das pessoas que tocam este país: investir em educação é contra a lei. Vocês não acreditam? Minha empresa, a Geremia, tem 25 anos e fabrica equipamentos para extração de petróleo, um ramo que exige tecnologia de ponta e muita pesquisa.
Disputamos cada pedacinho do mercado com países fortes, como os Estados Unidos e o Canadá. Só dá para ser competitivo se eu tiver pessoas qualificadas trabalhando comigo. Com essa preocupação criei, em 1988, um programa que custeia a educação em todos os níveis para qualquer funcionário, seja ele um varredor ou um técnico.
Este ano um fiscal do INSS visitou a empresa e entendeu que educação é salário indireto. Exigiu o recolhimento da contribuição social sobre os valores que pagamos aos estabelecimentos de ensino freqüentados por nossos funcionários, acrescidos de juros de mora e multa pelo não recolhimento ao INSS.
Tenho que pagar 26 000 reais à Previdência por promover a educação dos meus funcionários? Eu acho que não. Por isso recorri à Justiça. Não é pelo valor, é porque acho essa tributação um atentado. Estou revoltado. Vou continuar não recolhendo um centavo ao INSS, mesmo que eu seja multado 1 000 vezes.
O Estado brasileiro está falido. Mais da metade das crianças que iniciam a 1a série não conclui o ciclo básico. A Constituição diz que educação é direito do cidadão e dever do Estado. E quem é o Estado? Somos todos nós. Se a União não tem recursos e eu tenho, eu acho que devo pagar a escola dos meus funcionários.
Tudo bem, não estou cobrando nada do Estado. Mas também não aceito que o Estado me penalize por fazer o que ele não faz. Se a moda pega, empresas que proporcionam cada vez mais benefícios vão recuar.
Não temos mais tempo a perder. As leis retrógradas, ultrapassadas e em total descompasso com a realidade devem ser revogadas. A legislação e a mentalidade dos nossos homens públicos devem adequar-se aos novos tempos.
Por favor, deixem quem está fazendo alguma coisa trabalhar em paz. Vão cobrar de quem desvia dinheiro, de quem sonega impostos, de quem rouba a Previdência, de quem contrata mão-de-obra fria, sem registro algum.
Sou filho de família pobre, de pequenos agricultores, e não tive muito estudo. Completei o 1o grau aos 22 anos e, com dinheiro ganho no meu primeiro emprego, numa indústria de Bento Gonçalves, na serra gaúcha, paguei uma escola técnica de eletromecânica. Cheguei a fazer vestibular e entrar na faculdade, mas nunca terminei o curso de Engenharia Mecânica por falta de tempo.
Eu precisava fazer minha empresa crescer. Até hoje me emociono quando vejo alguém se formar. Quis fazer com meus empregados o que gostaria que tivessem feito comigo. A cada ano cresce o valor que invisto em educação porque muitos funcionários já estão chegando à Universidade.
O fiscal do INSS acredita que estou sujeito a ações judiciais. Segundo ele, algum empregado que não receba os valores para educação poderá reclamar uma equiparação salarial com o colega que recebe. Nunca, desde que existe o programa, um funcionário meu entrou na Justiça.
Todos sabem que estudar é uma opção daqueles que têm vontade de crescer. E quem tem esse sonho pode realizá-lo porque a empresa oferece essa oportunidade. O empregado pode estudar o que quiser, mesmo que seja Filosofia, que não teria qualquer aproveitamento prático na Geremia. No mínimo, ele trabalhará mais feliz.
Meu sonho de consumo sempre foi uma Mercedes-Benz. Adiei sua realização várias vezes porque, como cidadão consciente do meu dever social, quis usar meu dinheiro para fazer alguma coisa pelos meus 280 empregados.
Com os valores que gastei no ano passado na educação deles, eu poderia ter comprado duas Mercedes. Teria mandado dinheiro para fora do país e não estaria me incomodando com leis absurdas. Mas não consigo fazer isso. Sou um teimoso.
No momento em que o modelo de Estado que faz tudo está sendo questionado, cabe uma outra pergunta. Quem vai fazer no seu lugar? Até agora, tem sido a iniciativa privada. Não conheço, felizmente, muitas empresas que tenham recebido o tratamento que a Geremia recebeu da Previdência por fazer o que é dever do Estado.
As que foram punidas preferiram se calar e, simplesmente, abandonar seus programas educacionais. Com esse alerta temo desestimular os que ainda não pagam os estudos de seus funcionários. Não é o meu objetivo.
Eu, pelo menos, continuarei ousando ser empresário, a despeito de eventuais crises, e não vou parar de investir no meu patrimônio mais precioso: as pessoas. Eu sou mesmo teimoso.
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